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Miguel Oliveira e as Relações Públicas, uma história de amor eterno

O Grande Prémio da Áustria de 2020 foi alvo de diversos alvos históricos. O primeiro de todos celebrava o 900º Grande Prémio de motociclismo da classe Moto GP, segundo, e mais relevante para os portugueses, o motociclista Miguel Oliveira celebrou pela primeira vez a subida ao lugar mais alto do pódio da classe rainha das motos.

A euforia sentida pelo povo português é bastante positiva, porém comparando com tudo o que se disse e festejou em torno de António Félix da Costa, que semanas antes se tinha tornado campeão do mundo de Formula E é de um contraste atroz. E porquê? Ambos são excelentes atletas, honram as suas marcas patrocinadoras, não provocam conflitos ou dissonâncias que tragam má imagem para si, para os patrocinadores ou mesmo para o país.

Tudo se deve à “boa imprensa” que o Miguel Oliveira tem! Ao olharmos para essa boa reputação, facilmente encontramos diversas regras de comunicação e relações públicas que conduzem a sua carreira desde sempre. Ora vejamos:

Criar uma marca

O Miguel desde sempre criou a sua assinatura e manteve-se fiel à mesma, definindo e trabalhando sempre debaixo de uma visão e missão clara e bem definida, que facilmente foram transpostas para o seu dia a dia.

Estar sempre disponível

Quem já trabalhou com o Miguel Oliveira sabe que ele está sempre disponível, quer para os seus fans, como para a imprensa.

Cumprir com as expectativas

Sempre procurou perceber os ambientes em que tinha de estar e como se comportar, de modo a ir de encontro às expectativas do público que tinha à sua frente. E isto fá-lo desde tenra idade!
Por exemplo, se alguém se deslocar ao clube de fans do Miguel Oliveira, será sempre recebido com um sorriso e com uma história muito próxima que fará sentir que faz parte da história do atleta.

Gestão da narrativa

Em todos os momentos da carreira do Miguel, foi ele e a sua equipa a gerir a narrativa à sua volta. Nunca permitiu que fosse criado um Miguel “deidificado” em que não se revisse. Isso permitiu, mesmo nos tempos mais difíceis (quedas, escolhas de equipas,…) fosse sempre o Miguel a decidir o que dizer e como dizer. Não só o discurso é definido pelo Miguel, como os momentos e a regularidade do mesmo.

Capacidade de adaptação

A sua narrativa adapta-se conforme o ambiente e situação em que se encontra, porém o fecho da mesma é sempre igual.

Diversificação da mensagem

O Miguel Oliveira, agora conhecido por uma grande parte do público, é mais do que um mero atleta de alta competição da prova rainha do motociclismo. Na sua construção narrativa, bem como de gestão de negócio, foi criando ações próprias para suportarem a sua marca em todo o calendário desportivo e civil, daí a criação da competição com o seu nome para jovens talentos e aparições em eventos regionais ou locais que conseguem mover grandes massas de público.

Esta breve análise mostra-nos como uma vitória num grande prémio é somente possível com trabalho (muito!) e suor. Onde o planeamento estratégico de uma carreira desportiva, aliada a uma visão de marketing clara e bem delineada tornaram um miúdo pequeno que gostava de motas, num ícone de renome a nível mundial.

Muito mais iremos ver do Miguel, sabemos desde já que ao manter a sua estratégia ainda verá a sua imagem a crescer ainda mais a nível global, orgulhando os portugueses, e a potenciar as marcas que o patrocinam.

NOTA FINAL: Este texto baseia-se no Miguel Oliveira, a referência ao António Félix da Costa é por um mero sentido comparativo de exposição mediática obtida num período de tempo muito próximo (diferença de 2 semanas). O António, tem feito também um excelente percurso a nível de gestão de marca e de imagem e esperamos poder celebrar mais vitórias em grandes prémios e campeonatos do mundo dele!

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