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O Brainstorm

Brainstorming é a arte de transformar ideias, emoções, imagens e sensações em insights, é um processo criativo rápido e sensível cujo primeiro formato será encontrado em rascunhos, Post-Its, desenhos, gestos, discussões e um carrossel de emoções que muitas vezes passa da inspiração extrema para o frustrante e temido bloqueio criativo. Parece dramático, não é? 

A “tempestade cerebral”, ou brainstrom, como a tradução à letra indica, foi um processo criativo criado por Alex Osborn, publicitário americano, como uma metodologia para testar e explorar a capacidade criativa de indivíduos ou grupos nas disciplinas das relações humanas, dinâmicas de grupo e publicidade. 

Apesar de parecer simples, um brainstorming criativo só nasce em atmosferas recetivas que nos deixem fora da zona de conforto, que vá além do convencional e dito padrão, possibilitando assim uma “chuva” de ideias. Uma ideia que, inicialmente, pode parecer absurda, na realidade, leva a outra e a mais uma que, juntas, se tornarão em algo completamente único e criativo, com valor corporativo. 

Devido ao carácter criativo, este processo ocorre de forma muito singular para cada pessoa ou equipa, contudo há técnicas para instigar a nossa criatividade. 

Técnicas para fazer um brainstorming de sucesso

Abandonar o perfeccionismo

Abandonar o perfeccionismo é o fator chave para sessões de brainstorming pois neste momento a criatividade tem de fluir livremente, o espírito de querer aperfeiçoar e ser o melhor deve ser aplicado mais tarde. Uma das melhores iniciativas no brainstorming é partilhar as piores ideias primeiro, criando a dita atmosfera recetiva e confortável, além de possibilitar a criação de raízes para as boas ideias ou desenvolvimento do potencial de uma má ideia.

Tempestade de palavras

A tempestade de palavras consiste em escolher um tema e ir discorrendo outras palavras que se encaixem no tema escolhido. A famosa classe de palavras que nos ensinaram na escola primária. Este exercício é simples e prepara a imaginação, permitindo a familiarização e proporcionando uma maior facilidade em trabalhar ideias.

Mapas mentais

Os mapas mentais são os mais populares, além de serem excelentes formatos de organização para estudo, permitem uma organização mental e ao mesmo tempo física. Isto é, um mapa mental deve ser feito à mão numa folha branca, porém a ideia principal é usar esquemas, desenhos, e cores para criar diagramas com a ideia central e subtópicos principais e secundários divididos.

Mood Board

Este nome não lhe deve ser estranho visto que a prática voltou a ser tendência recentemente entre os os produtores de conteúdos, contudo esta técnica criativa já é usada por especialistas na área da comunicação há décadas devido à comparação e associação, este é um formato muito usado na psicologia por exemplo. Para criar um mood board, assim como no mapa mental, os componentes visuais podem ser qualquer coisa que tenha haver com o tópico principal. Esta estratégia de branding é muito aconselhada quando criamos conceitos de lifestyle devido à tendência do aestheticly pleasing, o desejo de possuir algo.

A dinâmica

Quando tratamos a dinâmica, falamos por exemplo da equipa criativa e a sua interação e diversidade. É importante haver experiências diferentes motivadas por idades diferentes, géneros, etnias e portfolios por exemplo. É quase impossível criar uma campanha para mães se a equipa criativa é composta apenas por homens solteiros.

A influência do local no ritmo de trabalho

A neurobiologia acredita que o espaço é uma das maiores influências para a criação de novas células cerebrais, ou seja, o local onde trabalhamos vai influenciar brutalmente a forma como trabalhamos. Se pensarmos bem, os escritórios de empresas como a Google possuem salas de jogos, descanso, projetos de team building e muito mais para incentivar os colaboradores. Uma forma simples de procurar este incentivo é realizar sessões de brainstorm ao ar livre ou em salas que não são usadas para reuniões formais.

E depois do brainstorm?

No fim de um brainstorm é importante que pelo menos um dos elementos da equipa criativa seja mais assertivo pois, apesar de ser crucial estar recetivo e comunicar livremente, há que por travão quando passamos à realidade. Negam-se ideias, melhoram-se, partilham-se e aceitam-se. O próximo passo é oficializar as ideias discutidas, é a fase do brainstorming em que os colegas suspiram aliviados porque agora já há com que trabalhar. Já se vê uma luz ao fundo do túnel!

Quando estamos a par de apenas algumas formas de realizar o brainstorming, a narrativa de odiar ou adorar a criação estratégica criativa a partir desta complexa metodologia deixa de ser estranha, afinal é de facto um carrossel de emoções.

Em todo o processo de estratégia é essencial haver tempo para parar, criar espaços de lançamento de ideias e de brainstorm, validar e depois avançar para definição do plano estratégico de marketing e comunicação.

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