fbpx

5 tendências de conteúdo no setor farmacêutico

O The Worldcom Public Relations Group publicou recentemente o Digital Health Monitor de 2020, um estudo que analisou 24 grandes empresas farmacêuticas, com presença em 27 países, quanto à forma como estas utilizam os vários canais de comunicação online: websites; aplicações; blogs e redes sociais, como Facebook, Flickr, Instagram, LinkedIn, Pinterest, Tumblr, TikTok, Twitter e YouTube. Em todos estes meios foi tido em conta a existência de páginas globais e localizadas. Portugal foi um dos países analisados, com a colaboração da Do It On que, enquanto parceira portuguesa, forneceu apoio na recolha de dados locais.

A análise detalhada da comunicação deste setor ao longo do ano de 2020 permitiu fazer um levantamento das principais content trends. Embora haja a lamentar a falta generalizada de informação localizada – com muitas empresas a privilegiar os websites, blogs e redes apenas a nível global, ignorando as potencialidades de conteúdos direcionados a cada região – é possível destacar algumas iniciativas que procuraram tirar proveito do digital.

A pandemia foi o principal foco 

Sem surpresa, a pandemia foi o tópico de maior relevância em 2020. Todos os artigos mais partilhados do ano passado estão relacionados com a COVID-19, com as empresas a anunciar as formas que adotaram para responder à crise e a obter com isso altos níveis de interação. Com o objetivo de destacar os seus esforços, muitas das farmacêuticas analisadas definiram uma landing page específica ou apostaram na consciencialização para as medidas de segurança relacionadas com a situação pandémica.

Worldcom Digital Health Monitor exemplos de conteúdo COVID-19

Conteúdo técnico e aprofundado aumenta volume de pesquisas 

Os websites da Thermo Fisher, da Abcam e da SigmaAlrich da Merck têm extensas bibliotecas de conteúdo técnico e informação aprofundada. A SigmaAlrich, inclusive, dispõe de várias ferramentas, calculadoras e recursos que os utilizadores podem descarregar. Uma das suas páginas em nº1 do ranking de pesquisas na Google refere-se ao termo “Tabela Periódica” e, sozinha, gerou uma estimativa de 189.000 cliques por mês.

Webinars educativos e lives 

Sabemos bem como 2020 foi dominado por eventos virtuais. Apesar de haver alguma preocupação com o cansaço provindo dos webinars agora que o trabalho remoto se popularizou, estudos demonstram que estes formatos estão para ficar e, no que respeita o setor farmacêutico, prevê-se mesmo que se mantenham como as melhores formas de gerar leads – especialmente se forem transmitidos em vários canais, se se inserirem em histórias relevantes e atuais e se oferecerem conteúdo pertinente, sólido e fundamentado.

Infografias  

O cérebro humano processa conteúdo visual 60,000 vezes mais rápido que texto. As infografias são formas extremamente poderosas de comunicar. Como sabemos, as imagens e vídeos são o conteúdo dominante das redes sociais, precisamente por serem extremamente eficientes a obter maiores níveis de interação.

Neste parâmetro, a Bristol Myers Squibb é a empresa que mais se destaca, com o top 10 de infografias do ano a vir inteiramente da BMS. Factsheets sobre a Doença de Chron, a Colite Ulcerativa e uma infografia sobre a Esclerose Múltipla são alguns exemplos. Com conceitos complexos como estes, as infografias podem desempenhar um excelente papel de consciencialização e de informação para a ciência, de uma forma simples e apelativa.

Podcasts 

Em 2020, os Podcasts foram uma parte importante dos planos de marketing de muitas empresas, com uma série de lançamentos no setor farmacêutico. Um exemplo desta tendência é o The Antigen Podcast, produzido pela Pfizer. A série de episódios discute assuntos relacionados com a COVID-19 e junta-se a outras iniciativas do mesmo género da marca, como o Get Science, Diverse Perspecives and Menopause: unmuted.

Worldcom Digital Health Monitor exemplos de podcasts.png

Por todas as razões e mais alguma, 2020 foi um ano de mudanças drásticas na comunicação das indústrias farmacêuticas. Como em todos os setores, também o farmacêutico procurou adaptar-se às novas circunstâncias, movendo-se cada vez mais para o digital. Contudo, como constata o Health Digital Monitor da Worldcom, muito ficou por fazer. Poucos são os grupos farmacêuticos que investem em conteúdo localizado e, em 2020, as potencialidades dos canais online não foram devidamente aproveitadas. Num período em que a informação de saúde suscita cada vez mais interesse, esta é uma boa oportunidade para as empresas deste setor interagirem com as suas audiências através de conteúdo educacional que acrescente valor.  

Deixe um comentário