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Qual a importância da presença em redes sociais, para os meios de comunicação social?

A presença dos vários meios de comunicação social nas redes sociais é fundamental para a distribuição dos seus conteúdos, gerando um maior alcance da notícia e desta forma uma maior cobertura noticiosa. Este benefício vai para além das “fronteiras” da sua génese seja ela televisão, rádio ou imprensa, pois passam a existir várias referências que ajudarão também a dar maior visibilidade às marcas e uma enorme ajuda nos esforços de SEO.

Por outro lado, esta presença desenvolvida com continuidade e de forma consistente, tem todo o potencial para “abafar” as fake news que proliferam nas redes sociais por todo o mundo, apesar de não ser um caminho fácil de trilhar.

No entanto, o impacto só será positivo, se existir uma verdadeira estratégia de social media definida.

Atualmente na maioria dos publishers, assistimos a uma distribuição de conteúdos demasiado automatizada, nomeadamente em situações em que, ao fazer-se o upload da notícia para o website/portal de informação, o conteúdo é distribuído de imediato para uma ou várias redes sociais, sem por exemplo, existir um cuidado particular no copy que irá acompanhar o post dessa notícia.

Em minha opinião os grupos de media estão nas redes sociais, com o objetivo principal de terem um canal (ou vários) gerador de tráfego para os seus websites/portais, pois é com base nesse tráfego (visitas e pageviews) que poderão obter receitas através da venda dos seus inventários display e vídeo para publicidade e no fundo, ao final do dia, ao que interessa é apresentar números à Administração ou estrutura accionista.

Na definição de uma estratégia de diferenciação das marcas de informação no universo das redes sociais, incluiria certamente alguns dos seguintes pontos:

  • Partilha de conteúdos premium com o objetivo de incentivar à assinatura dos mesmos;
  • Convite aos jornalistas de referência a publicarem textos somente nas plataformas de redes sociais dos títulos que representam, sem os publicarem nos websites/portais e disponibilizando-se para esclarecimentos e diálogo com os leitores/utilizadores;
  • Criar grupos de debate sobre temas da atualidade, servindo os jornalistas de moderadores.
  • Partilha de “explicadores” para temas da atualidade, entre outros.

Assim os meios de comunicação deixariam de ser só distribuidores de notícias e passariam a ter também um papel de facilitadores e orientadores no consumo de toda a informação que nos surge diariamente.

O diálogo e a troca de informação é a verdadeira vantagem de se estar nas redes sociais, promovendo assim uma maior proximidade com o leitor/utilizador.

Um ponto muito importante da gestão das redes sociais nos meios de comunicação social, passa também pela necessidade de formação específica para os jornalistas, pois existem técnicas e ferramentas que ajudarão a obter melhores resultados. Atenção que não estou a por em causa a qualidade dos conteúdos mas sim, a forma como devem ser redigidos para as redes sociais e de certa forma em todo o universo da comunicação digital.

Com referência ao ponto anterior, também é fundamental identificar, quais os recursos humanos que nos meios, podem ser alocados à gestão das redes sociais, pois “sem ovos, não se fazem omeletes” e ao contrário do que muitos julgam, estar nas redes sociais não é só partilhar fotografias de animais fofinhos no Facebook ou escrever 240 caracteres no Twitter e está feito…

artur madeira

Texto de autoria de Artur Madeira, Consultor de Marketing Digital e Social Media

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