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A Confiança dos CMOs Portugueses num Mundo Pós-COVID

De acordo com o Índice Global de Confiança promovido pelo Worldcom Group, setembro de 2020 foi um mês em que os níveis de confiança apresentados pelos líderes portugueses se mantiveram aquém da média global. Ainda assim, comparativamente ao mês anterior, Portugal registou um aumento de confiança de 0.64%, sendo, do Índice, o segundo país com maior subida de confiança entre os dois meses. Entre os tópicos em que se depositam maiores esperanças, Portugal acompanhou a tendência global, na medida em que também a nível nacional o tópico relativo à capacidade de qualificar e requalificar colaboradores foi merecedor de especial destaque, pensando já numa era pós-COVID. No mesmo sentido, o tema que em Portugal tem sido central entre os líderes diz respeito à retenção de talento, seguido das questões relativas à redução de plásticos e outras matérias relacionadas com sustentabilidade.  

Como se refletirão estas questões num mundo pós-covid? 

A plataforma Trendwatching avançou uma lista de tendências cuja implementação – ou intensificação, no caso de comportamentos que já se verificam – é expectável no período posterior à pandemia, útil à melhor compreensão de como podem os líderes superar as suas perspetivas futuras, adaptando-se da melhor forma às novas características do mercado.  

revisão de crenças e valores é uma das previsões que serão essenciais ao sucesso futuro das organizações. É necessário que os líderes ajustem os valores das suas empresas e garantam que estes vão ao encontro das novas circunstâncias que pautarão a vida das pessoas, procurando um ambiente de trabalho harmonioso e de maior flexibilidade. O teletrabalho ganhará maior expressão, pelo que os líderes devem preparar as suas empresas para trabalhar a longo prazo não só com esta modalidade, como com outras, de caráter híbrido ou misto – um estudo da Gartner de abril de 2020 informa que quase 75% dos 317 CFOs inquiridos consideram mudar pelo menos 5% dos seus colaboradores para modelos de trabalho remoto em regime permanente. Reunir estas alternativas é fulcral à retenção de talento – as gerações vindouras procuram ambientes de trabalho flexíveis, cada vez mais desconectados de localizações físicas. 

Por outro lado, assistiremos a mudanças de hábitos de consumo inevitáveis e que são já realidade em alguns setores. As empresas devem procurar estudar estas alterações, de modo a ajustarem-se às mesmas e ditarem o seu rumo. As questões ligadas à sustentabilidade são relevantes para este tópico, sendo expectável (e desejável!) a sua consideração. Esta pode ser uma excelente oportunidade para os líderes redefinirem a forma como se apresentam aos consumidores, oferecendo soluções mais conscientes ambientalmente ou tomando posições ativas face este problema.  

A qualificação e requalificação de colaboradores deve passar pelo investimento na formação para o digital que ocupa, e ocupará, cada vez mais espaço nas nossas vidas, pessoal e profissional. Além de fornecerem aos seus clientes opções de negócio mais dirigidas a este meio, as empresas devem ainda formar os seus colaboradores para as novas ferramentas tecnológicas que têm vindo a surgir, no sentido de dispor de equipas capazes de responder às novas circunstâncias de trabalho e de liderar o processo de transição. 

Acima de tudo, é importante que os líderes a nível global mantenham um olhar confiante perante o futuro, sem nunca descurar, contudo, os desafios que se avizinham. É sabido que tempos de crise ou de maior incerteza podem representar tanto ameaças como oportunidades de reinvenção. É nosso desejo que as mudanças pelas quais passamos e passaremos no futuro sejam, essencialmente, um ímpeto para um mercado mais inovador, dinâmico e sustentável.   

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